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Sabertec is an environmental technology company that specializes in the development of emissions reduction technologies. Our mission is to provide highly effective, universally affordable solutions that can be applied within a wide range of operating conditions. |
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DCI São Paulo | Quinta-feira, 26 de outubro de 2006 Prefeito estuda aparelho para reduzir poluição Após testar tecnologia, Laboratório da USP disse que Filtro de Impacto Particulado Diesel é capaz de reduzir até 70% dos Materiais Particulados A Prefeitura de São Paulo está estudando uma nova forma de reduzir a emissão de poluentes dos veículos, na capital paulista. O protótipo do aparelho que deve ser utilizado pelos ônibus da capital nos próximos anos foi testado no Autódromo de Interlagos pelaSabertec, com aparticipação da São Paulo Transportes (SPTrans). Atualmente, o município de São Paulo gasta mais de US$ 8 bilhões por ano em cuidados com a saúde. De acordo coma Universidade de São Paulo (USP) cerca de 9% , ou seja, aproximadamente US$ 750 milhões são gastos para tratar sintomas e doenças relacionadas ao excesso de emissão de poluentes. "A cidade possui hoje 40 mil ônibus e licencia de 300 a 400 carros de passeio novos por ano, o equivalente a instalar duas termelétricas por ano na capital," explicou Paulo Hilário Sal-diva, chefe do Departamento de Poluição Atmosférica da Faculdade deMedicina daUSP. O Filtro de Impacto para Particulados Diesel (IDPF), que tem a função de diminuir os índices de poluição emitidos pelos escapa-mentos dos veículos foi idealiza-do pelo engenheiro paulista Sergio Sangiovani. A idéia do engenheiro foi patenteada e licencia-da pela Sabertec, empresa de tecnologia ambiental sediada em Austin, no Texas. A empresa manufatura uma série de soluções para diminuição de emissões, o que reduz tanto a emissão de gases como de particulados de motores a diesel e gasolina. O custo do produto é de US$ 1,1 mil. "O valor é relativamente baixo se pensarmos no montante que São Paulo investe sem resolver o problema de fato", ressaltou Bill O'Brien, CEO da Sabertec. Ele ainda disse, que se a prefeituracolocar o aparelho no transporte coletivo da cidade irá gastar em tomo de US$ 40,4 mil, um valor bem abaixo dos atuais gastos do setorpúblico. Diferentemente de catalisadores convencionais, o IDPF é usa-do em veículos movidos a diesel com altos teores de enxofre, como é o caso do diesel brasileiro e de muitos países em desenvolvi-mento. Além disso, o IDPF não converte o material particulado em dióxido de carbono (CO2), um dos grandes causadores do Efeito Estufa e principal contribuinte para o aquecimento global. De fácil instalação, o IDPF ainda é capaz de ser utilizado em diversas condições operacionais, e pode ser reutilizado após uma simples limpeza. Para determinar parâmetros e protocolos de eficiência da redução do IDPF, a Sabertec ainda contou com o apoio de diversas entidades, incluindo o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento de Patologia da Faculdade de MedicinadaUSP (FMUSP) eaSecretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo. O Autódromo de Interlagos serviu de palco, onde os cientistas e engenheiros simularam condições normais de tráfico, usando um ônibus cedido da frota de São Paulo. O caminho reproduziu algumas paradas, retomadas develocidade, subidas, descidas e curvas. Em julho deste ano, a Sabertec apresentou apenas o IDPF no Brasil.Ontem, aempresajáanunciou os resultados finais dos testes realizados com o equipamento, conduzidos pelo Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento de PatologiadaFaculdade de Medicina daUSP. O relatório final revelou uma redução significativa na emissão, com índices de até 70% de retenção do Material Particulado de diâmetro igual ou menor (=) a 2,5 micrômetros (PM2,5). Em2005, o PM2,5 foi identificado pelaOrganização Mundial da Saúde (OMS) um dos elementos poluentes mais nocivos à saúde humana. O Material Particulado é resultado de uma mistura de partículas sólidas ou líquidas suspensas no ar, que variam em forma e diâmetro. As partículas furas, com diâmetros menores que 2,5 micrômetros, são especialmente danosas por invadirem o sistema respiratório humano de forma profunda e sem qualquer tipo de defesa. O corpo humano é relativamente eficiente na defesa de substâncias maiores, mas possui poucaounenhumadefesacontra particulados menores. Em grandes centros urbanos no Brasil, estudos conduzidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) mostraram que cerca de 40% das emissões de PM são resultados de emissões veiculares. E, nesse segmento, os veículos movidos a diesel são os maiores vilões, cabendo a eles cerca de 28%doPMinalável.Durante as pesquisas realiza-das pelo Departamento de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP contatou-se que a inalação de poluentes como o PM 2,5 pode trazer conseqüências sérias para a saúde humana, de problemas respiratórios e cardiovasculares a câncer. "O ar de São Paulo recebe anual-mente cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes, sendo 90% deles emitidos por gases dos veículos automotores", disse Paulo Hilário Saldiva, chefe do Departamento de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP. Segundo estudos coordena-dos por Saldiva, o aumento do nível de poluição, que acontece principalmente no inverno, pode aumentar em até 12% o risco de morte por doenças respirat órias em dias de "pico" de contaminação do ar. Ainda segundo o especialista, 2,6 mil pessoas morrem, na capital, vítimas de doenças cárdio-pulmonares relacionadas à poluição. Após o encerramento dos testes, os resultados revelaram que a concentração acumulada de PM 2,5 coletado na saída do filtro foi de 70% menor que a concentração acumulada de PM 2,5 antes da instalação do filtro. IVO MADOGLIO Santos quer trocar carros por bicicletas A cidade de Santos poderá ser o ponto de partida de uma importante mudança cultural no que diz respeito ao uso da bicicleta como meio de transpor-te. Neste mês, a cidade será sede do lançamento da campanha educativa e de incentivo ao uso da bicicleta na Baixada Santista. O Instituto Pedala Brasil (IPB), grande incentiva-dor do uso da bicicleta para o transporte e do ciclismo responsável escolheu Santos para inaugurar uma campanha nacional sobre o tema. Diferente do que acontece em países de primeiro mundo e na própria Europa, a bicicleta, no Brasil, ainda não é encarada — pela grande fatia da população economicamente ativa, que sai para trabalhar diariamente de ônibus, carro ou metrô — como um meio de transporte eficiente e dotado de diversas vantagens. Suas características e diferenciais são desconhecidos ou ignora-dos pela maioria. A campanha que o IPB lança em Santos busca mudar conceitos. Segundo Antonio Miranda, parceiro do Instituto Pedala Brasil em suas iniciativas em prol da mobilidade por bicicleta, na nona maior cidade do planeta, Tóquio, com seus mais de 7,9 milhões de habitantes, 25% das viagens de casa para o trabalho são realizadas por bicicleta. Em Nova York, mais de 4% das viagens diárias da população são realizadas de bicicleta.
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