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Sabertec is an environmental technology company that specializes in the development of emissions reduction technologies. Our mission is to provide highly effective, universally affordable solutions that can be applied within a wide range of operating conditions. |
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Diário do Comércio SP | Quinta-feira, 26 de outubro de 2006 Cidades Sufocantes Paulistano, o ar que você respira é um dos piores entre todas as grandes cidades que há no mundo". O aviso foi dado por Gyõrgy Miklós Bõhm, em 1° de janeiro de 1989. Há quase 17 anos, o médico húngaro, naturalizado brasileiro e especialista em patologia experimental, já alertava para a situação crítica da poluição em São Paulo. Mas a má notícia é que a qualidade do ar não melhorou lá grande coisa desde então. Todos os dias, 8,2 toneladas de poluentes são despejadas sobre a cidade. São mais de 3 milhões de toneladas/ano, 90% delas provenientes de veículos automotores. A pior parte vem dos motores mo-vidos a diesel. "Morarem São Paulo significa dois anos a menos na vida de uma pessoa", afirmou o diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), Emiliano Affonso. Significa, também, fumar quatro cigarros por dia, seja o paulistano fumante ou não. Sem defesa - Segundo o professortitular e chefe do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, a culpa de tanta poluição recai sobre o chamado material particulado (MP), partículas finas, com diâmetros inferiores a 2,5 micrômetros. "Elas são especialmente danosas pois invadem o sistema respiratório de forma profunda, sem nenhuma possibilidade de defesa", disse. Segundo os especialistas as micro-partículas emitidas pelos motores à diesel depositadas no pulmão se alojam sem licença e lá permanecem para todo o sempre. A doença mais freqüente por elas provocada é a inflamação. De acordo com o relatório de 2005 da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Ciência e Tecnologia a Serviço do Meio Ambiente (Cetesb), agência estadual dedicada ao gerenciamento da qualidade do ar, 40% da poluição por material particulado em fração inalável (a pior para o ser humano), 96% dos óxidos de nitrogênio e 42% dos óxidos de enxofre são provenientes das emissões veiculares Ainda segundo a Cetesb, os veículos movidos a óleo diesel constituem as maiores fontes de poluentes veiculares (com 79% dos óxidos de nitrogênio, 19% dos óxidos de enxofre e 28% dos inaláveis), em relação ao total das emissões de todas as demais fontes poluidoras juntas.Pesquisas coordenadas por Saldiva, mostram que o aumento do nível de poluição atmosférica, ocorrido principalmente no inverno, pode elevarem até 12%o risco de morte por doenças respiratórias em dia de pico de contaminação. Segundo o médico, "2,6 mil pessoas por ano morrem em São Paulo, vítimas de doenças cárdiopulmonares relacionadas à poluição. Um número que chega a cerca de sete por dia". Diesel - As políticas de controle de emissão de poluentes deixam a desejar no que diz respeito aos motores movidos a diesel. Desde que o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) foi implantado, em 1986, a emissão de monóxido de carbono dos veículos movidos a gasolina caiu de 6,2 gramas/km para 0,34 gramas/km. "O diesel não teve o mesmo tratamento de regulamentação", admitiu o gerente do setor de interpretação de dados da Cetesb, Carlos Lacava. O gerente afirma que o aumento da poluição em São Paulo é relativa, porque houve redução de emissão de algumas substâncias. Mas esclarece que hoje o ozônio e o material particulado são as maiores preocupações dos especialistas. "O controle avança de acordo com oentendimento e os estudos, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) está estabelecendo limites cada vez mais rígidos", pondera Lacava. Caminhões - Aos caminhões, pouco se aplicam as melhoras. Pesquisa realizada pelo Sindicato das Indústrias de São Paulo (Setecesp) mostrou que 72,76%dos caminhões de São Paulo foram fabricados antesde 1990. Os 200 mil veículos de carga que circulam to-dos os dias pelas ruas e avenidas da cidade têm a idade média 4 anos superior à média nacional, que é de 18 anos. "Os veículos fabricados há mais de 20 anos, despejam 14 gramas/km de monóxido de carbono, 40 vezes do que um veículo particular novo", afirmou o coordenador do departamento de abastecimento da Cetesb, Fernando Zaretti. 2,6 mil pessoas morrem por ano em São Paulo, vítimas de doenças 1relacionadas à poluição. Paulo Saldiva, médico A péssima qualidade do diesel comercializado no Brasil é uma das maiores responsáveis pela poluição atmosférica de São Paulo. Na comparação feita pelos especialistas, o diesel europeu tem 500 partes poluentes por milhão, enquanto no Brasil esse número chega a 2.000 partes por milhão. Na cidade por onde passam 70% dos veículos de carga do Brasil e que tem a maior frota de ônibus do país (com 15 mil veículos), quem paga a conta da poluição é o contribuinte. "O diesel brasileiro é tão ruim que não existe filtro capaz de resolver o problema da emissão depoluentes em ônibus e caminhões", disse Emiliano Affonso, do Sindicato dos Engenheiros . São Paulo gasta US$ 8 bilhões po r ano com saúde em geral. Segundo Saldiva, da USP, aproximadamente 9% desse montante (US$ 750 milhões) são canaliza-dos para o tratamento de sinto-mas relacionados à emissão de poluentes. Somente os gastos com atendimentos e licenças de trabalho tiram do mercado US$ 400 milhões por ano. Filtro - Na tentativa de reverter essa situação, a empresa Sabertec anunciou ontem os resultados de testes realizados com o Filtro de Impacto para Particulados Diesel (IDPF), conduzidos pelo Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USR O relatório final apresentado pela equipe de pesquisadores mostrou uma redução significativa na emissão, com índices de até 70% de retenção do material particulado de 2,5 micrômetros (MP 2,5). Em 2005, o material foi identificado pela OMS como um dos elementos poluentes mais nocivos à saúde humana. O IDPF foi idealizado pelo engenheiro paulista Sérgio Sangiovani. O equipamento foi patenteado e licenciado pela Sabertec, empresa norte-americana que atua na área de tecnologia ambiental. Segundo Sangiovani o IDPF é eficiente quando usado em veículos movidos a diesel com alto teores de enxofre, como é o caso do combustível brasileiro. "A previsão é que o filtro seja lavado com cerca de 50 mil km rodados", disse.A novidade já está disponível no mercado, mas espera por homologação das agências competentes. O filtro custa cerca de US$ 1,1 mil. Se for adotado pela frota de grande porte movida a diesel na capital, a previsão é de que haja uma melhora de 35% na qualidade do ar, segundo estudos conduzidos pela USP.
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